Estudante é processada por racismo no Twitter | A Cor da Cultura
12/12/2011

Estudante é processada por racismo no Twitter

Em vez de se tornar advogada, ela está em vias de parar atrás das grades por cometer crimes de racismo através das redes sociais. Em 2010, a estudante de Direito Mayara Petruso defendeu o assassinato de nordestinos no Twitter. A Justiça Federal de São Paulo aceitou a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) pedindo a abertura da ação por racismo, baseada nas postagens e no depoimento da ré. Mayara admitiu ser autora dos comentários, de acordo com o MPF.

Em novembro do ano passado, quando as pesquisas de boca de urna anunciaram a vitória de Dilma Rousseff na eleição para a Presidência da República, Mayara postou a seguinte mensagem em sua página no Twitter: “Nordestisto (sic) não é gente. Faça um favor a Sp: mate um nordestino afogado!”. Geralmente, a pena para o crime de racismo vai de três meses a um ano de prisão, acrescido de multa. Porém, como o crime foi cometido em um veículo de comunicação, pode ser elevada para até cinco anos de prisão.

A ação contra Mayara resultou da manifestação feita na época por várias pessoas e entidades da categoria, entre elas a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Pernambuco. No dia 5 de novembro de 2010, a seccional da Ordem apresentou uma notícia-crime contra Mayara ao Ministério Público de São Paulo. O presidente da OAB de Pernambuco, Henrique Mariano, afirmou que “devido ao fato de todos os elementos comprovarem a prática de crime pela internauta, a entidade tomou a iniciativa de promover a ação penal".

Para Henrique Mariano, a estudante praticou, ao mesmo tempo, os crimes de racismo e de incitação pública à pratica delituosa. A autoridade mencionou como exemplo outra recente manifestação de uma usuária do Twitter, também de cunho racista, após a vitória do Ceará contra o Flamengo. "Isso não pode crescer. Enquanto não houver uma punição exemplar, esses crimes continuarão sendo cometidos", pontuou o presidente da OAB-PE.

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